MA FORCE D'EN HAUT
Minha força vem do alto

Repare nos meus modos, preocupado 
Com suas ações ousando me afrontar... 

Se com as pedras do caminho fiz escadas 

E banhei-me no rio que me quis parar. 


Não que eu creia ter um brilho que te ofusque...  

Das suas manias nem sei bem o por quê, 

Já que, das duas coisas que jamais me interessaram, 

Uma delas é a sua vida e a outra é você. 


Pelo que vem de baixo, jamais fui atingido; 

Pelos flancos, nada jamais me amedrontou 

E o que ousou de frente ou retaguarda, 

Do caminho que veio, para lá mesmo retornou. 


Então monte o cavalo que há muito está na chuva 

E parta, pois a vida jamais deixou de me sorrir.  

Nunca houve dificuldade que me parasse! 

Caminharei sobre as águas 

Se acaso o mar não se abrir.