| (Pintura digital "Goiabeira", de João Werner) |
Eita, que novamente lá se vai,
Em desabalada corrida,
O diabo do menino.
Nunca se aquieta, o malandro;
Não tem tempo que o pare,
Nem altura que o limite.
É o próprio bicho carpinteiro
E que adora se trepar,
Seja n’árvore ou no que for.
Se não for Deus em pessoa,
É seu mais danado anjo
Que cuida desse tinhoso.
Só mesmo ao cair da noite
É que se acaba a pilha
Do menino endiabrado.
E se não é policiado,
De tal modo enlameado
Vai se achar sob as cobertas.
Mas quando se prega o olho,
Caia chuva ou tempestade,
Caiam-se raios, trovões;
Venha-se abaixo o mundo,
Que dormirá como um anjo
O diabo do menino.