"50 melhores histórias infantis..."

Coletânea de textos literárias voltados para o público infantil, organizada por Izabelle Valladares e Merari Tavares (Ed LITERARTE) e lançada em agosto de 2012, durante a 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
Na obra em questão, participo com o conto intitulado UM ANIVERSÁRIO MÁGICO.


Um aniversário mágico
Eber Josué

Ainda não havia amanhecido, mas três batidinhas na janela fizeram Lua acordar. Ao abrir, ela encontrou ali dois lindos passarinhos, um rosa e um amarelo. O rosa ainda disse “bom dia”.
–Passarinho que fala?                                        
– Não somos passarinhos, veja!
Apareceu uma luz brilhante e imediatamente os passarinhos se transformaram em pequenas fadas. Lua estava espantada!
– Meu nome é Clio – falou a fada amarela.
– O meu é Tália. Viemos te buscar para a festa do seu aniversário.
– Mas hoje não é o dia do meu aniversário!
As fadas sorriram. Tália apertou de leve o nariz da menina.
– Bobinha, no reino das fadas os dias não são iguais no seu reino.
– Hoje é o seu aniversário e a festa já está pronta, querida! Vamos?
Lua não teve tempo de dizer mais nada. Clio apontou a varinha de condão na sua direção, fazendo surgir uma luz brilhante. De repente se viu num lugar onde nunca imaginava que existisse. Havia árvores, flores, borboletas... Fadas e crianças por todos os lados. Uma cachoeira jorrava águas de muitas cores. Alguém anunciou:
– A aniversariante chegou!
Todos pararam o que faziam e foram reverenciar a menina. As crianças jogavam pétalas de rosas e as fadas jogavam estrelinhas e luzes coloridas.
– Aqui é o reino das fadas – falou Clio. – Ali é a sua cadeira.
– Ela vai andando até lá? – perguntou Tália.
Clio piscou os olhos e apontou a varinha na direção de Lua. Duas lindas asas apareceram nas costas da menina e ela sentiu-se saindo do chão, voando junto com todas as outras fadas.
Quando Lua sentou em sua cadeira a festa realmente começou. Um bando de pássaros passou a rodeá-la, cantando lindas canções, enquanto violinos mágicos tocavam sozinhos. Os doces surgiam à sua frente num passe de mágica – era só pensar e eles apareciam.
A toda momento surgia uma fada e perguntava se ela estava gostando da festa. Como é que ela não iria gostar? Era tudo tão... Tão mágico!
O tempo parecia que não passava no reino das fadas. Todos queriam brincar com Lua ao mesmo tempo e ela também queria brincar com todos. Até uma varinha de condão ela ganhou, para fazer pequenas mágicas.
De repente, no meio da diversão, ela ouviu uma voz dizendo:
– Está na hora!
Que bom, pensou, imaginando que era hora de partir o bolo. Bolo? No mesmo instante apareceu um enorme e delicioso bolo na sua frente.
– Está na hora! – a voz repetiu.
Ela parou para procurar quem falava e sentiu o corpo chacoalhar, enquanto Clio apontava a varinha na sua direção.
– Lua, está na hora de ir para a escola! Levanta!
Ela então percebeu que estava na sua casa e na sua cama. Sentou-se, esfregando os olhos. Então tudo aquilo tinha sido um sonho? Parecia tão real!
Quando desceu da cama, varias pétalas de rosa caíram no chão. E quando a mãe abriu a janela, dois passarinhos bateram asas, assustados. Um deles era amarelo. O outro era rosa.
Na escola, Lua ficou com vontade de contar aos colegas sobre o reino das fadas, mas desistiu.
– Eles nem vão acreditar – pensou alto, enquanto sorria e mordia uma maçã mágica.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por comentar.