AO INFANTE PARAQUEDISTA

Eu vi o herói lá nas alturas
Fitando a terra, bem mais alto que as montanhas;
Eu vi o herói, de quem se diz tantas façanhas,
Contemplando a Pátria a qual jurou defender.
Eu vi o herói brioso e majestático,
O bravo dos bravos, o maior dos fortes,
Eu o vi no cimo desafiando a morte,
Mais imponente não se podia conceber.

Mas eis que uma luz cintilante se vê
E o bravo, aguerrido, não hesita um segundo,
Do espaço se lança no abismo profundo,
Importando-se apenas em cumprir a missão.
Não teme a morte, o gladiador dos ares.
É brisa, o vento a castigar-lhe o rosto,
É de vitória que o seu medo tem gosto,
Se o chão é o seu berço, o ar é o seu chão.

Voe ligeiro, voe Infante alado!
Voe qual águia,
Irradie brio e horror,
Ordene ao vento, pois ele obedece
A quem defende a pátria
Com tamanho ardor.

Abre tuas asas, voe Infante alado!
Voe sem medo,
Nada te cause pavor,
Aqui na Terra a Pátria acolhe
O audaz paraquedista
Dos ares Senhor.

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