Lua e a rainha Rosa Mosqueta


"Viagem pelo mundo"

Coletânea de textos voltados para o público infantil, de diversos autores, organizada por Izabelle Valladares (Ed Literarte) e com previsão de lançamento para abril de 2013.
Na obra em questão, participo com o conto intitulado LUA E A RAINHA ROSA MOSQUETA.


Lua e a rainha Rosa Mosqueta
Eber Josué

Lua voltava para casa sozinha e estava triste. Só porque ela resolveu contar que tinha ido numa festa no reino das fadas, todo mundo na escola riu dela – até a professora. E era tudo verdade!
No caminho ela acabou encontrando uma linda flor e se abaixou para colher.
– Nem pense nisso! – gritou uma voz.
– Quem está falando? – perguntou Lua.
– Eu – alguém repetiu.
Então Lua percebeu que era a flor quem falava.
– Já vi muita coisa estranha – falou – mas isso é muito mais. Uma flor falante?
– Eu também já vi muita coisa estranha – retrucou a flor. – E que coisa é você?
– Uma menina, ! Qualquer um pode ver que sou uma menina!
A flor estendeu uma das folhas na direção de Lua e falou bem séria:
– Pois eu não sou qualquer uma. Eu sou Rosa Mosqueta, rainha deste jardim.
Lua olhou de um lado para outro.
– Rainha? Cadê o seu castelo?
– Você pergunta demais! Já que você é a primeira que apareceu por aqui, então eu sou a sua rainha.
– Você...
– Não me chame de você! – gritou a florzinha, irritada. – Você deve me chamar de majestade.
Lua achou uma falta de respeito da florzinha e resolveu ir embora. Falou que estava tarde e se despediu.
– Ah, fica mais um pouco – pediu a flor, quase chorando. – É difícil ser rainha, eu não tenho amigos. Só dois passarinhos me visitam de vez em quando: um amarelo chamado Clio e um rosa....
– Tália... o rosa chama Tália! – gritou Lua.
– Você conhece? São seus amigos também?
– É claro! São duas fadas disfarçadas e moram no reino das fadas. Eu já fui lá, mas quando eu falo ninguém acredita.
A florzinha inclinou a cabeça e falou:
– Será que tem rainha nesse reino? decidido: eu sou a rainha do reino das fadas!
– Veja!
Dois lindos passarinhos acabavam de chegar, batendo asas suavemente. Surgiu uma luz e os dois pássaros transformaram-se em duas pequenas fadas.
– Sabemos que está triste, Lua – logo falou a fada Clio.
– Os seus amigos não acreditam em você – falou Tália, a fada rosa.
– Mas o que importa é que você sabe que nós existimos e vamos te visitar sempre.
– Que bom, que bom – falava Lua. – Vocês vão me levar para o reino das fadas?
Clio piscou um olho para Tália e falou:
– Hoje o reino das fadas virá até aqui.
Num instante, todo o campo se iluminou e todas as flores desabrocharam, ganhando vida. De todos os lados surgiam fadas, cantando e irradiando luzes.
– Ei, pessoal, olhem para mim – gritava Mosqueta. – Eu sou rainha, me obedeçam!
Mas ninguém estava preocupado com a florzinha, tamanha era a alegria que dominava todos.
Lua dançava e cantava com as fadas e as flores. Até que se cansou e deitou tranquilamente na grama, bem ao pé de uma enorme árvore. Dormia tranquilamente, até que sentiu alguém chacoalhando seu ombro.
– Acorde, Lua, acorde.
Lua se levantou e olhou para os lados. Havia cadeiras e mesas vazias. Somente a sua professora estava parada à sua frente.
– A aula acabou, Lua. Só você ainda está aqui. Quer que eu leve você até sua casa? – indagou a professora.
Lua pensou, pensou e acabou dizendo não. Preferiu ir sozinha, caminhando através do bosque. Andava com muito cuidado, para não correr o risco de pisar em sua majestade, a rainha Rosa Mosqueta.

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